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Este blog é uma forma de partilhar convosco livros que já li, que estou lendo, e/ou que gostaria de ler. Postarei poemas e tudo que estiver relacionado com escrita. É dedicado ao prazer da literatura.
Queres Casar Comigo Todos Os Dias?
de Pedro Chagas Freitas
Edição/reimpressão:2015
Páginas: 320
Editor: Marcador
ISBN: 9789897541315
Sinopse
Emocionante, sensual e doce, um romance a duas vozes tremendamente intenso - capaz de fazer o leitor perceber, profundamente, qual é afinal o poder do amor. Estarão todos à altura de o sentir?
«Ela chegou, pousou a mala.
Ele, no sofá, olhou-a.
Sorriram.
Ela aproximou-se dele. Passou-lhe a mão pelo rosto.
Sorriram.
Ele abriu os braços, aconchegou-a como se aconchega a vida.
E viveram.»
http://www.wook.pt/ficha/queres-casar-comigo-todos-os-dias-/a/id/16523599
http://www.pedrochagasfreitas.com/livros/queres-casar-comigo-todos-os-dias-barbara/
Para não variar comprei o livro pelo titulo "Queres Casar Comigo Todos os Dias?" ![]()
E só quando o comecei a ler, pela parte da "Bárbara" percebi que o livro tinha dois lados distintos da história ![]()
Por vezes consigo mesmo ser muito taralhoca ![]()
Gostei da forma de escrita do autor, vou sem dúvida ler, também, o "Prometo Falhar"
Excertos - "Queres Casar Comigo Todos os Dias?"
<<"Queres casar comigo todos os dias?" - há papéis a mais a separar as pessoas, é bom que haja alguns a uni-las, as palavras são perigosas e é por isso que somos viciados nelas, todos os dias, sem excepção, nos pedimos em casamento e nos beijamos como marido e mulher.
hoje é a sério, ou se calhar hoje é que é a brincar, certo é que há alguém que nos fará legalmente esposa e esposo,
pode não servir para nada mas faz-nos felizes, conheces algo mais importante do que isso?,
eu não.>>
<<É o amor o último limite.
Na cama onde só estava um, era a multidão silenciosa de dois que se fazia ouvir. Ela acreditava que ele voltaria. Ele acreditava que ela voltaria. Mas nem ele nem ela perceberam que só se volta do que um dia se deixou. Ficaram os dois à espera do regresso. Ela pensava que ele tinha ido e não voltara. Ele pensava que ela tinha ido e não voltara. E estavam os dois no mesmo espaço partilhado, no mesmo local de onde nunca haviam tido a coragem de partir. Ele pensava: sinto a tua distância como sinto um osso. Ela pensava: amo esta porta porque é por ela que vais entrar. E a porta abriu.>>
<<o amor sabe ao começo das férias grandes, o calor a aparecer e possibilidades infinitas à frente, o dia acaba quando adormecemos,
mas quando adormecemos adormecemos juntos, e então não acaba nada.>>
<<demorei muitos meses a descobrir que tudo o que não fosses tu seria perda de tempo, acontece assim amiúde, é necessário perceber o que não é para identificar o que tem de ser,
tínhamos de ser mas não ali, sei que choraste quando a porta do carro bateu, as tuas costas e eu a ver-te caminhar, o teu corpo a ir para longe de mim, tu a limpares as lágrimas quando entraste na estação, eu cá fora a tentar perceber o que fazer à minha vida para te instalar nela,
a fraqueza ia adiar o amor, mas não acabá-lo, amar é também derrotar a cobardia.>>
<<É o amor a gramática feliz.
Tocar é a linguagem infinita. Ela tocava-o para se chegar até si. Sabia que não havia fronteiras entre a pele e a palavra. Pensava: quando te coço nas costas sinto os teus dedos nas minhas. Ele andava com ela para poder voar. Inventara o verbo total, o verbo inteiro que sempre procurara. Chamava-lhe amer, de viver por dentro do amor. Ela sorria, passava-lhe a mão pela pele e sentia-se afagada. Pensava: viver é o analfabetismo por criar. E escrevia.>>
<<Mexeste-te mais um pouco agora, não sei em que ponto a manhã está, cheira a qualquer coisa de eterno aqui, cheira sempre, procuraste com a cabeça adormecida a minha mão e pousaste-a nela, desde que a depus no teu rosto que a senti em casa, há um rosto para cada mão, não tenho dúvidas, o teu confunde-se com a minha, é uma condenação feliz...>>
<<passava grande parte dos filmes que víamos juntos a pensar na melhor maneira de o beijo de despedida daí a uma ou duas horas demorar mais, nem que fosse mais um segundinho, uma vez demorei-me mais para te dizer uma piada ao ouvido, e ali fiquei, aqueles segundos enquanto dizia uma piada que não tinha piada nenhuma, a sentir a tua pele contra a minha, outra vez engendrei uma estratégia que fez com que ao dar-te o beijo de despedida me risse ligeiramente, e enquanto me ria os meus lábios continuavam na tua cara, bem colados, tudo servia para te estender mais tempo pela minha presença, comecei cada dia a sair mais tarde de nós, antes das quatro da manhã não te deixava ficar,
doía tanto o momento da despedida do carro também, que asfixia absurda a de te ver ao volante de outro carro escolheres outro caminho que não o meu, eu a ir para um lado, tu para o outro, que sentido poderia aquilo fazer afinal, queríamos os dois o mesmo destino mas faltava-nos a coragem para abrir o mapa, ou pelo contrário para o rasgar, para o fazer em pedaços e ir pela vista, pelo toque, entre nós terá havido, nesses dias, contenção a mais, recato a mais, respeito a mais, fomos certinhos demais, raios nos partam,
mas felizmente durou pouco, e compensámos mais tarde, ainda estamos a compensar,
queres acordar para continuarmos a fazê-lo, por favor?>>
<<"Queres passar pelos dias agarrada a mim", tu quiseste, era o dia da implantação da anarquia em nós, o dia da celebração do fim da liberdade, o vinte e cinco de Abril ao contrário, nunca mais seríamos livres e ai de mim se preferisse a liberdade ao que és em mim, estar longe de ti é uma forma de masoquismo, a maior delas, até,
éramos enfim namorados a sério, daqueles que toda a gente sabe que vão beijar-se e abraçar-se e outras coisas mais que não vou enumerar agora para não me apetecer outra vez acordar-te para adormecermos juntos e cansados como deve ser,
há uma ligação inapagável entre amar bem e cansar bem, nunca se ama bem quando os corpos ainda não estão cansados, porque depois de o corpo descansar levanta-se a outra parte do que liga as pessoas, o que resta do corpo dá um prazer desgraçado, sentir os minutos a passar com o prazer lá atrás, ficar a ouvir o que a tentação não deixou ouvir antes...>>
Ela:
<<Quando sorris nem sei de que terra sou mas só quero ser da mesma terra que tu.
Cumprimentámo-nos como bons amigos que não eramos. Queríamos acreditar que era isso que seríamos. Que era isso que teríamos de ser. (...)>>
<<Havia centenas de muros entre nós e mesmo assim conseguíamos ver-nos limpidamente.
No final da tarde quiseste esticar o dia. Esticar a esperança em mim. Quiseste ir ao cinema e eu só queria festejar e não podia. Mantive-me serena. Avisei os meus pais e ali ficámos. Pela primeira vez íamos viver o que dois namorados vivem. Dizíamos que estávamos apenas a viver o que dois amigos vivem. Ingénuos. Quem conseguíamos enganar? Havia um desejo incontrolável em cada um de nós. Era inconfessável o que nos unia, temos de confessar.
A vida vale a pena sobretudo pelo que é inconfessável, temos de confessar.
O que veio depois foi o que tinha de vir. Porque era o que já lá estava e nem precisou afinal de vir.
O amor nunca chega porque sempre lá esteve.
Sempre estiveste em mim. Ainda estás. És o meu pecado favorito. A minha melhor maneira de errar.
A grande vantagem de falhar é obrigar a repetir.
Amas-me até que não haja erro?>>
<<Hoje que vou ser oficialmente tua é o dia em que mais me sinto minha.
Temos um amor que deu folhas. Um amor genial. Um amor criador. Um amor artista, que soube resistir a coisas tão pequenas e assim se fez grande.
O amor é o que resiste às pequenas coisas todos os dias o querem impedir de crescer.
Qualquer casal resiste à morte, o difícil é resistir à vida. >>
Excertos - "Bárbara"
<<a ambição dói antes do osso,
na recatada região da felicidade absoluta, existe a possibilidade de te abraçar, e mais nada.
devia ser possível comprar-te em prestações, é isso o que todos os dias tento fazer,
haja um beijo disponível em mim e será teu,
se quiseres viver chama-me e eu vou,
sou tão feliz, sabes?
e se não sabes eu ensino-te passo a passo,
começa com um abraço,
anda,
e acaba com uma lágrima e o sono,
quando adormeço acredito na vida eterna,
e quando acordo e te olho confirmo-o,
de que deus vieste tu?>>
<<A sensação de que o tempo pára como medição perfeita do teu grau de satisfação, do teu grau de vida.
Se parasses agora, agora mesmo, o tempo para sempre: seria feliz para sempre?
É esse o teste, a toda a hora, a todos os minutos, que tens de fazer: se o tempo parasse agora para sempre, neste exacto momento em que fazes o que neste exacto momento estás a fazer, serias feliz para sempre? Eu, neste momento seria. Escrevo, sol no céu e quem amo ao lado. Eis o máximos que me posso pedir.>>
<<nunca se dá a devida importânica ao acidente,
quase tudo o que interessa no mundo aconteceu por acidente,
ou por amor, o que é a mesma coisa e tu sabes,
deixaste cair um papel e eu apanhei-o,
obrigada,
podia até continuar a respirar mas preferi parar só para te sentir melhor, o momento em que a nossa vida muda merece uma pausa de tudo, até da própria vida, morrer uns segundos para começar de novo,
no dia seguinte aconteceu um acidente outra vez, foi planeado ao pormenor por mim mas não deixou de ser um acidente,
se há lago que não podemos ser no amor é picuinhas,
foi um acidente e ponto final,
o papel caído, tu tão rápida a apanhá-lo,
o amor pode cumprir-se pela velocidade com que apanhas um papel do chão, não é poético mas é tão bonito,
e quando percebeste o que eu tinha escrito na folha,
tomas um café comigo para te agradecer?,
sorriste, ou riste mesmo,
e ainda nem sabias que eu não tomo café, nunca tomei,
o que aconteceu depois não vale a pena contar,
ok, eu conto, abraçámo-nos ao fim de dois ou três minutos, e não precisámos de mais quatro ou cinco para que eu soubesse como se despertava o botão da tua camisa,
o amor pode cumprir-se pela destreza com que desapertas o botão de uma camisa, não é poético mas é tão bonito,
acontecemos por acidente e de propósito, por mais que toda a gente diga que não é possível,
mas nós também não somos e ainda aqui estamos,
e por acidente eu amo-te,
e tu a mim,
que desgraça e que felicidade,
ele há acasos interessantes, não há?>>
Confesso que quando comprei o livro não sabia que era um diário nem que andava na berra no fb. Mais uma vez o nome chamou-me a atenção e comprei ![]()
É lamechas como eu lol só isso ;) é fácil ver-nos reflectidos em algumas partes dele... e quantas partes já não tivemos, nós, vontade de dizer ou escrever a alguém?
Gosto de Ti, e Então?
de Rita Leston
Edição/reimpressão:2015
Páginas: 280
Editor: Lua de Papel
ISBN: 9789892330273
Sinopse
Primeiro havia ela. E havia ele.
Ela era festa; ele calmaria. Ela miúda que ninguém conseguia agarrar; ele senhor de cara sisuda que ninguém tentava alcançar.
E os seus caminhos cruzaram-se, e a vida trocou-lhes os planos. Fez com que tropeçassem um no outro. Que se encontrassem na esquina do tempo, onde finalmente foram Eles.
E houve noites longas e acordadas. Mãos dadas em silêncio. Conversas com os olhos. Ombro e colo. E foram amigos, confidentes, companheiros, amantes. Foram paixão, luxúria e carne.
Mas houve o depois: a vida e a realidade, sombras e fantasmas. E um amor que de repente já não tinha onde se esconder.
Passou um ano, este ano, estas páginas que são o diário dela, o grito dela: Gosto de Ti, e Então?
Um grito em lágrimas, porque um amor assim não se quebra, nem quando os corpos se separam.
Eles amar-se-ão sempre. E tanto.
Gosto de Ti, e Então? é um romance em forma de diário, um relato íntimo, a estreia de Rita Leston - cuja página no Facebook se tornou um raro fenómeno de popularidade, com milhares de fãs persistentes à espera que uma história assim se pudesse um dia ler em livro.
Excertos
..."E houve ela. E ele.
E os seus caminhos cruzaram-se. As mentes encontraram-se. As suas almas complementaram-se. E as suas vidas decidiram entrelaçar-se. E baralhar-se."
"Eles tinham direito ao "nós" deles. Mas não souberam desatar os nós que a vida lhes trouxe.
E sim, foi um "por agora tem de ser assim" que lhes ruiu a vida. Que lhes roubou as certezas. Que fez com que o corpo de ambos se ausentasse, mas que, na pressa de se despedirem, se esquecessem de trazer o coracão de volta." (...)
"Foi um "por agora" que se prolongou no tempo. Foi um "por agora" que a ambos fez morrer metade de si. Que lhes roubou o sorriso do olhar." (...)
"Ela? Ela desfez-se em mil pedaços. Chorou, gritou, reclamou, esperneou. E avançou. Escondeu, sempre que pôde." (...)
"Ele? Calou e aguentou" (...) "Houve - e há - um "nós" e o "nós" não se esquece. Não se quebra. É amor. Único e irrepetível. É eterno. Amar-se-ão sempre. E tanto." (...)
"Hoje ofereço-te um bom dia. Um bom dia enrolado num beijo e embrulhado num abraço. Um bom dia enfeitado com mimo e aninhado no teu colo.
Ofereço-te o meu coração. Que já tinhas contigo.
Ofereço-te o meu amor. Que já era teu.
Ofereço-me a ti. Que já era tua.
Hoje, os meus bons dias são teus. E eu também."
"Apetecia-me apanhar-te desprevenido. Desinquietar-te quando menos esperares. Encostar-te à parede e olhar-te nos olhos. Colocar-me tão próxima que o meu perfume te inebrie. Ter os meus pensamentos tão perto que os consigas ouvir. Estar com tal proximidade que sintas os meu coração acelerar.
E se me apetecer surpreender-te? Foges?
Se a minha boca parar a meio centímetro da tua? Resistes?
Se eu te beijar? Beijas-me de volta?"
"Hoje, precisava de algo teu.
De repousar a cabeça no teu colo e deixar descansar as ideias. De sentir o teu abraço e permitir que o corpo quebre. De fechar os olhos num beijo imenso e assim adormecer.
Hoje, precisava de algo teu.
De uma palavra. De um afago. De um olhar. De um simples sinal.
Hoje, precisava de algo teu.
De ti. Inteiro.
Por aqui."
"Gosto de te sentir por perto. A tua presença acalma-me e coloca-me um sorriso no rosto. Faz-me sentir uma miúda travessa que rouba mais uma taça de musse de chocolate. Faz-me sentir as borboletas na barriga e a insegurança de adolescente. Faz-me querer sair pela janela e ir ter contigo como se proibido fosse. Encontrarmo-nos no escuro da noite e deixar-te um beijo meu. Deitarmo-nos na relva, ensinares-me as constelações e contar as estrelas. Passear à noite na praia, enrolarmo-nos na areia e empurrar-te para o mar. Gosto de te sentir por perto. Fazes-me sentir miúda outra vez. Miúdo, gosto de ti. Tanto e sempre"
"Tenho dois lados em mim.
Opostos.
Um lado negro e um lado cheio de brilho.
Sou bruxa feiticeira ou fada com purpurinas.
Sou noite de luar e sou dia negro.
Sou capaz das mais frias, racionais e duras decisões, ou denuncio-me só com um olhar doce e sorriso derretido.
Sou mulher decidida ou menina assustada.
Sou cheia de certezas e plena de dúvidas.
Sobrevivo na ribalta, mas vivo na calmaria.
É-me fácil sorrir por fora e chorar por dentro.
Sou uma contradição, que nem eu entendo.
Sou um anjo e um diabo: tudo depende do lado que quero que conheças."
"(experimentamos?)
É possível haver um "Primeiro Beijo" duas vezes com a mesma pessoa?
É possível a dúvida ser tão grande como da primeira vez? Que as borboletas atravessem a barriga da mesma forma? Que segundo "Primeiro Beijo" seja tão misterioso como da primeira? Que aquele milésimo de segundo do vai-não-vai-agora-chego-me-eu-ou-chegas-te-tu-ai-e-se-o-outro-não-está-nem-aí seja igual de ambas as vezes? Aquela timidez perde-se? Aquela sensação de ser tudo novo volta a repetir-se?
É possível?"
"Tiras-me o fôlego só por te ver. Cortas-me a respiração com um só olhar. Deixas-me sem ar quando me tocas.
Tremes-me as pernas por te ver. Falhas-me a voz por te sentir.
Baralhas-me o pensar só por existires.
Quero-te só por te pensar.
Anseio-te só por me lembrar.
Preciso-te só por te recordar.
Amo-te sem duvidar."
"Temos um filtro no nosso cérebro que não nos deixa dizer aquilo que sentimos. Aquilo que no mais profundo da nossa mente ecoa. O que o coração cala mas sabe de cor.
Temos um filtro que nos faz guardar, seja por pudor, respeito ou medo, aquilo que nem a nós queremos confessar mas do qual temos todas as certezas. Por medo de não sermos correspondidos e de nos desprotegermos. Por respeito a quem gostaríamos de tanta coisa dizer. Por vergonha daquilo que é efectivamente a realidade. Por insegurança, por abnegação, por inércia, por medo de falhar. Por tudo e por nada.
Mas, e se esse filtro te abandonasse: o que me dirias?
"Anda. Vem ter comigo.
Quero ver-te tanto quanto tu me queres ver a mim! As tuas saudades são na exacta proporção das minhas. A ausência que sentes é igual à minha. O beijo que não dás é aquele que eu perco. Sai da tua redoma confortável. Sai desse dia-a-dia igual a ontem. Sabes que eu não vou atrás de ti. Sabes que não te direi mais nada. Sabes onde me encontrar. Sabes de cor o meu sítio.
Sabes que te espero e que sempre te abrirei a porta.
Sempre. Anda!"
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Confesso que comprei por pura curiosidade, pelo mistério que envolve o nome da autora, e acima de tudo por ser uma mulher portuguesa a escrevê-lo ![]()
No início, embora já tenha lido outros romances eróticos, achei tudo muito duro (lol) e crú. Mas a história foi-se desenrolando, não era só sexo, e eu fui-me envolvendo, dia a dia, nela.
Vamos ver se haverá um próximo livro ;)
Todas as Palavras de Amor
de Ana Casaca
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 208
Editor: Editora Guerra & Paz
ISBN: 9789897020605
http://www.wook.pt/ficha/todas-as-palavras-de-amor/a/id/14742971
Comprei por impulso, porque prometia falar de autoconhecimento, de amor, de cartas, de sentimentos expostos… ainda brinquei e disse “eu própria poderia arriscar e escrever cartas para uma morada desconhecida…quem sabe vão parar à porta certa” lol Bem sabemos que na realidade, pelo menos se for decisão nossa e não um acaso como no livro, poderemos ter mais dissabores que amores ![]()
Gostei do livro do inicio ao fim, talvez por eu própria ter mais facilidade em me expressar por escrito do que oralmente.
O livro centra-se num amor fugaz vivido numa fuga, numa viagem pelo mundo, e no regresso à realidade a única que, durante um tempo, teremos desse amor são as cartas que ela lhe escreve, e ás quais não têm resposta, pelo menos até regressar ao seu país, a casa.
Mas, para surpresa minha, não há só cartas entre enamorados, à cartas para a família, mais tarde cartas entre amigos, e por incrível que pareça há cartas que irão ajudar um casal a recuperar um casamento que parecia perdido, cartas a uma filha que não chegou a ser.
Já não sou, com muita pena minha, do tempo de missivas. Houve bilhetes, postais, e as ditas sms, mas não cartas de amor na minha vida. Pelo menos não escritas para mim…
Excertos
“Sussurrou aquele nome apenas para escutar o som que produzia cada uma das sílabas dentro de si e gostou.
Não sonhava há demasiado tempo e apercebeu-se, naquele instante, que um homem sem sonhos era apenas metade de um todo.”
“Minha querida neta,…
Regressa apenas quando te aprouver, meu amor. Se queres encontrar-te, encontra-te, se queres viver, vive, se queres correr o mundo, corre, se queres ser feliz, agarra a felicidade quando a encontrares, sim?
Se não o fizeres por mais ninguém, fá-lo por esta velha avó que nunca teve coragem de passar do bairro onde nasceu, de casar com quem verdadeiramente amava, de virar a mesa arrumada e monótona que sempre foi a minha vida.
Ousa, meu amor. Ousa com todas as forças. A tua ousadia será o meu consolo.”
“A tua última carta roubou-me o sossego(…)
Nunca fui de sentimentos fortes, nunca me apaixonei, nunca me entreguei de corpo e alma, nunca me atirei de cabeça, nunca me senti à beira do abismo, nunca nada me trespassou o coração. Até as tuas palavras terem chegado aqui. À minha vida.”
(…)“Desculpa ler-te e sonhar que me escreves. Desculpa apossar-me de ti e achar que mereço(…). Desculpa achar que tenho o direito de te imaginar (…)”.
(…)“Estou parado diante de mim próprio e preciso escolher entre dois caminhos:
Esperar-te na estação de comboios (…)
Ficar em Desagravo e deixar a vida, minha e tua, tomarem o seu rumo natural.”
Sei que não te conheço as feições (…). Mas no meu íntimo sei que te reconheceria no meio de uma multidão (…).
Queria ter certezas universais que me impelissem ou prendessem os passos.” (…)
(…) “Decidiu deixar ali o que escrevera. Ali num jazigo desconhecido, no cemitério onde jazia um grande amor, sepultaria a lembrança de António.
As mãos tremiam, enquanto passava as folhas pelas grades (…) quando se preparava para largar definitivamente as sofridas cartas de amor, percebeu que, juntamente com as folhas pautadas que enchera de letras, havia outra qualidade de folhas, mais grossas, sem linhas. A sua mão voltou atrás e libertou-se do pequeno cordel que as prendia.
Uma letra de tinta permanente, fazendo lembrar pequenos fios de prumo. Ligeira, suave, quase musical. Uma caligrafia que não a dela havia preenchido as folhas coladas às suas.” (…)
(…)”Sofia regressou à sua rotina doméstica e António, Tomás, Catarina e Miguel saíram para o vento frio de Janeiro.
Quando ouviu a porta bater e sentiu a solidão tomar conta de cada nervo do seu corpo, cedeu. Pôde finalmente chorar tudo o que queria chorar, sem recriminação, sem julgamentos. Chorou com saudades de tudo como era antes. (…) Não detinha nas suas mãos a chave que abria o melhor de si. Escondera-a bem no fundo do seu coração e agora não se lembrava do caminho de volta.” (…)
(…) “Se quero realmente começar esta etapa sem mácula, sem vestes que me recordem quem fui, se quero nascer de novo, terei de dizer-te adeus, Alice.
Porque nunca serás minha, não quero sonhar-te, porque nunca serás nada além de uma grande confidente, não quero desejar-te além disso, porque nunca seremos nós, não quero imaginar-nos mais.
Quando regressar, limpo de todas estas emoções tão novas para mim, estarei pronto para uma possível amizade, mas até lá entende que não posso carregar mais ilusões comigo. Se quero ir leve de bagagem, terei de reaprender-me sem ti.
Vou dizer-te o que nunca te disse, o que deveria guardar apenas para mim e fechar dentro do meu coração, mas que precisa de ser confessado antes de votado ao esquecimento.
Vou dizer-te que te amo.
António”
(…)” Aquele homem alto e sem batina à sua frente transpirava doçura e ela aproximou-se dele sem palavras. Pensou que ele a leria por dentro, sem justificações desnecessárias, por isso encostou o seu rosto no peito dele, como sempre desejara fazer, e ouviu o som cavo das batidas daquele coração descompassado. Quando sentiu os braços grandes e mornos envolverem-na, olhou dentro dos olhos castanhos que a contemplavam serenamente e beijou-o. Um beijo demasiado terno para o seu temperamento, um beijo que a trouxe de volta ao conforto que nunca conhecera.
Os lábios dele beijavam como escreviam e o interior quente da sua boca parecia pertencer-lhe desde sempre.” (…)
(…) Desculpa infernizar-te, cobrar-te, quando te amo assim mesmo, com a memória quente do passado, com o suave ondular do presente e na perspectiva do final do caminho contigo a meu lado.
Ainda te desejo mais do que qualquer mulher, mais do que qualquer expectativa alheia. Adoro conhecer cada bocadinho do teu corpo e saber exactamente o que fazer, sem truques. Adoro saber que não me mentes quando fazemos amor e odeio que não façamos amor há tantos meses, porque te quero ainda muito, mais do que algum dia quis.
Ninguém é de ninguém, mas eu sempre tive um orgulho do caraças em dizer que eras minha, a minha mulher.
Tomás” (…)
(…) Sabes que cada pessoa tem um outra pessoa algures por aí, a sua pessoa. Tu encontraste a tua e perdeste-a, buscando em vão pelo restos dos teus dias o passado que te fez feliz. Eu consegui encontrar a minha e guardá-la. Mas muitos há que a têm ao seu lado e não a enxergam e outros que pensam tê-la e não a possuem. Depois tens os que esperam a vida inteira pela pessoa certa e só encontram pessoas erradas, ou os que depois de vários erros acertam e dão um tremendo valor quando o amor lhes acontece.” (…)

Tati Bernardi, como é mais conhecida, nasceu em 1979 em São Paulo e formou-se em Propaganda e Marketing pela Universidade Mackenzie. Além da publicidade, Tati também dedica-se a literatura, já tendo quatro livros publicados, sendo os mais conhecidos: "A mulher que não prestava" e "Tô com vontade de alguma coisa que eu não sei o que é".
Tati Bernardi consagrou-se com seu site, onde a maior parte do público são mulheres. Além disto, Tati também é colunista e cronista de revistas, como a Viagem & Turismo, blogueira e redatora da TV Globo.
Além disto, fez cursos de pós-gradução na área de roteiro e cinema, e trabalhou muitos anos como redatora publicitária nas principais agências de propaganda de São Paulo, tais como W/Brasil, Talent, Leo Burnett e AgênciaClick.
http://pensador.uol.com.br/autor/tati_bernardi/biografia/
http://www.tatibernardi.com.br/blog/post.jsp?idPost=128
Sobre o Autor Manuel Arouca nasce em Porto Amélia, Moçambique, a 3 de Janeiro de 1955. Marcado pela sua infância em África, tem uma adolescência rebelde, o que o faz viajar mais tarde pela Europa e Estados Unidos. Entra na Faculdade de Direito com vinte e cinco anos e é nesse período que escreve Filhos da Costa do Sol, o seu primeiro romance, considerado um dos mais importantes best-sellers dos anos oitenta, e Ricos, Bonitos e Loucos. Desiste da advocacia e dedica-se inteiramente à escrita. Foi autor de argumentos de novelas, nomeadamente Jardins Proibidos, A Jóia de África, Baía de Mulheres, entre outras. Interrompeu, em 2004, a sua actividade como guionista para se dedicar exclusivamente à escrita de Deixei O Meu Coração Em África. http://www.wook.pt/authors/detail/id/8056 http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Arouca Obras do Autor:
de Mia Couto; ilustração de João Nasi Pereira
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 72
Editor: Editorial Caminho
ISBN: 9789722125765
Sinopse
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 10º, 11º e 12º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.
Um dia o padre Nunes me falou de Luarmina, seus brumosos passados. O pai era um grego, um desses pescadores que arrumou rede em costas de Moçambique, do lado de lá da baía de S. Vicente. Já se antigamentara há muito. A mãe morreu pouco tempo depois. Dizem que de desgosto. Não devido da viuvez, mas por causa da beleza da filha. Ao que parece, Luarmina endoidava os homens graúdos que abutreavam em redor da casa. A senhora maldizia a perfeição de sua filha. Diz-se que, enlouquecida, certa noite intentou de golpear o rosto de Luarmina. Só para a esfeiar e, assim, afastar os candidatos.
Depois da morte da mãe, enviaram Luarmina para o lado de cá, para ela se amoldar na Missão, entregue a reza e crucifixo. Havia que arrumar a moça por fora, engomála por dentro. E foi assim que ela se dedicou a linhas, agulhas e dedais. Até se transferir para sua atual moradia, nos arredores de minha existência.
http://www.wook.pt/ficha/mar-me-quer/a/id/13927569
Este livro li na Faculdade, é uma escrita um pouco diferente, num português pouco ortodoxo. Mas algo leve, tanto a estrutura do livro, como a história.
Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século xx), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia. Jesusalém, o seu último romance, foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa. A Confissão da Leoa é o seu mais recente livro. Galardoado com o Prémio Camões 2013.
http://www.wook.pt/product/facets?palavras=mia+couto
Para além disso, publicou em livros algumas das suas crónicas, que continuam a ser coluna num dos semanários publicados em Maputo, capital de Moçambique:
Conheço muito pouco o seu trabalho. Mas parece-me bom escritor.
Fátima Lopes é um dos rostos mais conhecidos dos portugueses. O seu trabalho de vários anos tem sido reconhecido regularmente através de prémios como «Prémio Profissional do Ano» atribuído pelo Rotary Club de Setúbal-Sado, em 2007, o «Troféu da Verdade», atribuído pela revista Eles & Elas, em 2007, ou o prémio «Melhor Apresentadora de Entretenimento», atribuído pela Casa da Imprensa, em 2004. Em 2006, Fátima Lopes publicou o seu primeiro romance Amar Depois de Amar-te que vendeu cerca de 100 mil exemplares em Portugal, tornando-se num dos bestsellers de 2006. Em 2007, foi também editado em Espanha com grande sucesso. Editou Um pequeno Grande Amor e A Viagem de Luz e Quim. Atualmente, podemos vê-la na TVI, todas as tardes, no programa A Tarde é sua um programa à medida da sua apresentadora. A sua estreia em televisão aconteceu em 1994, na SIC, com o programa Perdoa-me. Seguiram-se os programas All You Need is Love, Surprise Show, Fátima Lopes, SIC 10 Horas e Fátima. Apresentou os desfiles Moda Paris e Moda Roma, Portugal Fashion e a Gala dos Globos de Ouro 2003, 2004 e 2005. Licenciada em Comunicação Social, Fátima Lopes estreou-se como cronista no Diário Popular e na Rádio Minuto e escreveu guiões para filmes institucionais.
Bibliografia
em Português
2013 A Esfera dos Livros
2011 A Esfera dos Livros
2010 A Esfera dos Livros
2009 A Esfera dos Livros
2007 A Esfera dos Livros
Amar Depois de Amar-te (Ed.Especial)
2006 A Esfera dos Livros
2006 A Esfera dos Livros
http://www.wook.pt/authors/detail/id/38090
https://www.facebook.com/fatimalopestv
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1tima_Lopes_(apresentadora)