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Embora o titulo até pudesse me atrair, penso que não seria um livro que eu comprasse, mas foi oferta da Wook no dia de São Valentim

Não desgostei, embora um pouco juvenil (de mais), foi-me envolvendo. Não é só lamechas, aborda um, ou melhor, dois temas (infelizmente) bastante reais e actuais.

 

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Espero por ti
de Jennifer Armentrout
Edição/reimpressão:2014
Páginas: 352
Editor: 5 Sentidos
ISBN: 978-972-0-04627-7
Idioma: Português

http://www.wook.pt/ficha/espero-por-ti/a/id/15323423

 

Sinopse
Candidatar-se a uma faculdade a centenas de quilómetros de casa foi a única forma que Avery Morgansten, de dezanove anos, encontrou para fugir ao acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. No entanto, quando se cruza com Cameron Hamilton, um colega mais velho, com um metro e oitenta de altura e uns olhos capazes de derreter qualquer uma, o seu mundo estilhaça-se por completo. Envolver-se com ele é perigoso, mas ignorar a tensão entre os dois parece impossível.
Até onde estará Avery disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e dar-lhe a conhecer um mundo de sensações que julgava estarem-lhe negadas para sempre?

 

Exertos

"Ele era a última pessoa que queria ver. Eu era de facto o ser mais azarado do mundo."(...)

"- Temos de deixar de nos encontrar assim." (...)

"- Tu esbarrares contra mim, eu quase te atropelar - continuou Cam. - É como se fôssemos uma catástrofe à espera de acontecer."

Não fazia ideia do que responder a tal comentário. Tinha a boca seca, os pensamentos a mil à hora.

- Para onde vais?

- Para o meu carro - forcei-me a responder. (...)

- Então, toca a subir, querida. Posso dar-te boleia.

O sangue desapareceu-me do rosto e correu em direcção a outras partes do meu corpo de uma forma muito estranha e confusa."

 

"- Que estavas tu a fazer no Den? Não costumas ter aulas a esta hora?

Um sorriso insinuou-se nos cantos dos lábios e surgiu a maldita covinha. Quando ele sorria assim, tinha a sensação de que um balão acabara de ser insuflado no meu peito.

- Sim, normalmente tenho aulas agora - disse, os olhos a brilhar ao sol. - Mas queria ver-te.

Fiquei sem palavras ao observá-lo a dar meia volta em direcção à estrada, encaminhando-se para a parte oposta do meu edifício. Fiquei ali especada por instantes e depois voltei-me. Não conseguia deixar de sorrir."

 

"Senti um calor entumecer-me os mamilos e descer para a barriga.

- E se eu não quiser que te vás embora?

- Caramba! - exclamou ele, deslizando as mãos até às minhas coxas. - Não me estás a ajudar nada a ser o rapaz maravilhoso que ontem disseste que eu era.

- Não estou bêbeda.

Cam encostou a testa à minha, rindo-se suavemente.

- Pois, já pude constatar e, embora a ideia de te tomar aqui, contra a parede, me deixe completamente louco, quero que saibas que as minhas intenções são sérias. Não és um engate. Não és uma amiga colorida. És muito mais do que isso para mim.

Fechei os olhos, arfando.

- Bom, o que acabaste de dizer foi perfeito.

- Mas eu sou quase perfeito - respondeu, baixando-me suavemente as pernas. Pousou-me no chão e teria caído, não fosse ele agarrar-me. - Toda a gente sabe isso. Tu é que trabalhas um bocadinho ao retardador.

Ri-me.

- Vais fazer o quê?

- Tomas um duche de água fria.

- A sério?

- Sim.

Voltei a rir-me.

- Voltas?

- Sempre - respondeu ele, dando-me um beijo rápido.

- Está bem. - Abri os olhos, a sorrir. - Ficarei aqui à tua espera."

 

"Havia uma enorme probabilidade de me ter apaixonado.

Certo. O mais provável é que isso tivesse acontecido meses antes, mas naquele momento parecia mais real, era possível, e - oh, meu Deus! - sabia de facto como era a sensação de estar apaixonada: um calor efervescente. Sempre que estava perto do Cam ou pensava nele, imaginava que me sentia igual às bolhas de champanhe: constantemente a flutuar para o topo. Acabei mesmo de pensar isto?

Um sorriso palerma aflorou-me os lábios."

 

"Não sei o que seria de mim caso não tivesse decidido libertar-me do passado. Sabia, contudo, que não se aproximaria do que estava a viver então. Sabia também que, se não tivesse conhecido Cam, não estaria ali sentada. Talvez tivesse conseguido dar a volta sozinha, mas era mulher suficiente para admitir que tivera ajuda.

Era mulher suficiente também para estar grata sempre que, olhando para o céu noturno, vislumbrava a Corons Borealis, ou alguma coisa vagamente semelhante.
Recostei-me de encontro ao peito do Cam e toquei-lhe na face.

Aproximei os lábios dos dele e beijei-o suavamente.

- Obrigada.

Esboçou-me um sorriso.

- Pelo quê?

- Por teres esperado por mim."

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publicado às 19:30

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