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Uma mulher como eu, by LP

por LJCP, em 30.06.15

Dizes-me tu assim:

“És areia a mais pró meu camião.

És um avião,

Que me alvoraça o corpo,

E o coração,

Que me deixa em contra mão,

Sem sentido ou direcção.

Ao pensar em ti

Perco o tino,

Sinto-me libertino.

Tu és top,

tal qual música de Hip Hop.

Tu és linda,

És sensual,

Pões-me a bater mal.

Tu és doce,

És meiga,

Adoro os teus lábios cor de cereja.

És inteligente,

És Desenrascada,

E penso, “não precisas de mim p’ra nada”.

Quero-te.

Venero-te.

Queria dar a volta ao jogo,

Dar-te a mão de novo,

Mas não consigo chegar a ti,

Tremo por te ter ao pé de mim.

Sou um vacilão,

Tenho medo de ouvir um não,

E fico assim nesta situação,

Esperando um empurrão.

Corro o perigo,

De não ficar contigo,

Mas não sei se consigo,

Não sei se mereço,

Esse teu apreço,

Dado sem qualquer preço.

És mulher a mais para mim.”

 

by LP

 

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publicado às 17:50

Como!?, by LP

por LJCP, em 28.06.15

Como chegar a ti?
Como te trazer a mim?

 

Serão as perguntas certas?
Há respostas correctas?

 

Tens as repostas!?
Eu tenho as dúvidas.

 

Tens soluções!?
Eu tenho as questões.

 

Tu sabes o que eu não sei.

Tu podes fazer isto correr bem.

 

Sabes a porta de cor.

Tens a chave pró meu amor.

 

Que tu mais queres?
Tens a minha atenção.

Tens o meu corpo.

Tens o meu coração.

 

Dá-me a tua mão, E vêm.

Entrega-te a quem te quer bem.

 

Eu posso-te fazer Feliz,

E tu também.

 

by LP

 

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publicado às 18:23

O Tempo Passa, by LP

por LJCP, em 27.06.15

Passa um dia, Passa outro

Os sentimentos misturam-se

Ao mesmo tempo

Há Esperança e

Há Desconforto.

 

Será que vens?
Irei eu?

A dúvida aumenta,

O desespero também.

 

Há obstáculos...

Surgem dúvidas...

Como superá-los?

 

Há barreiras...

Aparecem receios...

Como quebrá-las?

 

Há muros...

Instalam-se incertezas...

Quem os vai partir?

Aumentam anseios,

Perdem-se momentos.

Questionam-se sentimentos.

 

by LP

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publicado às 18:05

Quando a melancolia bate, by LP

por LJCP, em 26.06.15

Há dias que só dá Vontade de Chorar.

Chorar Simplesmente.

Sem Motivo Algum, Aparente.

 

Somos como uma Flor Murcha.

Perdemos a Cor, Perdemos o Riso.

Ás vezes até o Juizo.

 

As Lágrimas ganham Vida.

Tentamos Contê-las, Resguardá-las.

Mas, Escorrega, a mais Atrevida.

 

Ficamos com ar de cãozinho,

Abandonado.

Um smile Voltado.

 

Parece-nos que está Tudo Errado.

Que Nada está do Nosso Lado.

Que nada bate certo.

 

O cansaço pesa.

A fadiga cansa.

A tristeza é uma dança

que nos balança.

 

by LP

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publicado às 18:25

(Re)começar., by LP

por LJCP, em 25.06.15

Precisamos de

um  parágrafo e travessão,

De dar continuação.

Recomeçar, Ou Começar.

Eis a questão.

 

O que importa,

O que interessa,

É viver,

É tentar,

Experenciar.

 

É eu estar contigo,

Tu estares comigo,

Ser o teu Porto de Abrigo,

Seres o Meu Melhor Amigo.

 

O que importa,

O que interessa,

É conhecer,

É explorar,

É enamorar.

 

É eu te sentir,

Eu te tocar,

A ti me entregar.

 

É tu me teres,

Tu me envolveres,

A mim te abandonares.

 

É eu te querer,

Tu me queres,

Nos entregarmos

Aos prazeres.

 

Não é o Sim,

Não é o Não,

Nem mesmo o Tesão,

É uma tremenda Combustão,

De Sentimentos em Erupção.

 

Precisamos de

um  parágrafo e travessão,

De um diálogo vindo do coração.

É a alma, a mente, e o corpo,

Que nos unem um ao outro.

 

Ontem, Hoje, e Amanhã,
Rezo para que a espera não seja vã.

Aqui, hoje e Sempre

Eu estou,

Tu estás

Nós estamos,

No nosso coração

E na nossa mente.

 

by LP

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publicado às 14:45

Dizem que:

“Quem espera sempre alcança.”

E, se, ambas as partes ficarem à espera?

Quem alcança quem?

Ninguém!

 

Vai ser um vai e vem

De emoções,

De contradições.

Sentimentos revolvidos,

Mal entendidos.

 

Eu espero.

Tu esperas.

Ninguém se mexe.

Só a vida segue.

 

Eu penso em ti.

Tu pensas em mim.

Pensamos em nós dois.

E depois?

 

Nasce o Sol,

Nasce a Lua,

Tudo está igual,

De nós, nem sinal.

 

Que fazer afinal

P’ra alcançar nosso

Ponto final!?

 

by LP

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publicado às 14:45

Amor, de Jorge de Sena

por LJCP, em 23.06.15

Amor, amor, amor, como não amam
os que de amor o amor de amar não sabem,
como não amam se de amor não pensam
os que de amar o amor de amar não gozam.
Amor, amor, nenhum amor, nenhum
em vez do sempre amar que o gesto prende
o olhar ao corpo que perpassa amante
e não será de amor se outro não for
que novamente passe como amor que é novo.
Não se ama o que se tem nem se deseja
o que não temos nesse amor que amamos,
mas só amamos quando amamos o acto
em que de amor o amor de amar se cumpre.
Amor, amor, nem antes, nem depois,
amor que não possui, amor que não se dá,
amor que dura apenas sem palavras tudo
o que no sexo é sexo só por si amado.
Amor de amor de amar de amor tranquilamente
o oleoso repetir das carnes que se roçam
até ao instante em que paradas tremem
de ansioso terminar o amor que recomeça.
Amor, amor, amor, como não amam
os que de amar o amor de amar o amor não amam.

 

de Jorge de Sena,

in Peregrinatio ad loca infecta (1969)

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publicado às 16:29

Amor, de Irene Lisboa

por LJCP, em 19.06.15

Aqueles olhos aproximam-se e passam.
Perplexos, cheios de funda luz,
doces e acerados, dominam-me.
Quem os diria tão ousados?
Tão humildes e tão imperiosos,
tão obstinados!

 

Como estão próximos os nossos ombros!
Defrontam-se e furtam-se,
negam toda a sua coragem.
De vez em quando,
esta minha mão,
que é uma espada e não defende nada,
move-se na órbita daqueles olhos,
fere-lhes a rota curta,
Poderosa e plácida.

 

Amor, tão chão de Amor,
que sensível és...
Sensível e violento, apaixonado.
Tão carregado de desejos!

 

Acalmas e redobras
e de ti renasces a toda a hora.
Cordeiro que se encabrita e enfurece
e logo recai na branda impotência.

 

Canseira eterna!
Ou desespero, ou medo.
Fuga doida à posse, à dádiva.
Tanto bater de asas frementes,
tanto grito e pena perdida...
E as tréguas, amor cobarde?
Cada vez mais longe,
mais longe e apetecidas.
Ó amor, amor,
que faremos nós de ti
e tu de nós?

 

de Irene Lisboa

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publicado às 16:35

Santo António, por Fernando Pessoa

por LJCP, em 13.06.15

Nasci exactamente no teu dia —

Treze de Junho, quente de alegria,

Citadino, bucólico e humano,

Onde até esses cravos de papel

Que têm uma bandeira em pé quebrado

Sabem rir...

Santo dia profano

Cuja luz sabe a mel

Sobre o chão de bom vinho derramado!

 

Santo António, és portanto

O meu santo,

Se bem que nunca me pegasses

Teu franciscano sentir,

Católico, apostólico e romano.

 

(Reflecti.

Os cravos de papel creio que são

Mais propriamente, aqui,

Do dia de S. João...

Mas não vou escangalhar o que escrevi.

Que tem um poeta com a precisão?)

 

Adiante ... Ia eu dizendo, Santo António,

Que tu és o meu santo sem o ser.

Por isso o és a valer,

Que é essa a santidade boa,

A que fugiu deveras ao demónio.

És o santo das raparigas,

És o santo de Lisboa,

És o santo do povo.

Tens uma auréola de cantigas,

E então

Quanto ao teu coração —

Está sempre aberto lá o vinho novo.

 

Dizem que foste um pregador insigne,

Um austero, mas de alma ardente e ansiosa,

Etcetera...

Mas qual de nós vai tomar isso à letra?

Que de hoje em diante quem o diz se digne

Deixar de dizer isso ou qualquer outra coisa.

 

Qual santo! Olham a árvore a olho nu

E não a vêem, de olhar só os ramos.

Chama-se a isto ser doutor

Ou investigador.

 

Qual Santo António! Tu és tu.

Tu és tu como nós te figuramos.

 

Valem mais que os sermões que deveras pregaste

As bilhas que talvez não concertaste.

Mais que a tua longínqua santidade

Que até já o Diabo perdoou,

Mais que o que houvesse, se houve, de verdade

No que — aos peixes ou não — a tua voz pregou,

Vale este sol das gerações antigas

Que acorda em nós ainda as semelhanças

Com quando a vida era só vida e instinto,

As cantigas,

Os rapazes e as raparigas,

As danças

E o vinho tinto.

 

Nós somos todos quem nos faz a história.

Nós somos todos quem nos quer o povo.

O verdadeiro título de glória,

Que nada em nossa vida dá ou traz

É haver sido tais quando aqui andámos,

Bons, justos, naturais em singeleza, Que os descendentes dos que nós amámos

Nos promovem a outros, como faz

Com a imaginação que há na certeza,

O amante a quem ama,

E o faz um velho amante sempre novo.

Assim o povo fez contigo

Nunca foi teu devoto: é teu amigo,

Ó eterno rapaz.

 

(Qual santo nem santeza!

Deita-te noutra cama!)

Santos, bem santos, nunca têm beleza.

Deus fez de ti um santo ou foi o Papa? ...

Tira lá essa capa!

Deus fez-te santo! O Diabo, que é mais rico

Em fantasia, promoveu-te a manjerico.

 

És o que és para nós. O que tu foste

Em tua vida real, por mal ou bem,

Que coisas, ou não coisas se te devem

Com isso a estéril multidão arraste

Na nora de uns burros que puxam, quando escrevem,

Essa prolixa nulidade, a que se chama história,

Que foste tu, ou foi alguém,

Só Deus o sabe, e mais ninguém.

 

És pois quem nós queremos, és tal qual

O teu retrato, como está aqui,

Neste bilhete postal.

E parece-me até que já te vi.

 

És este, e este és tu, e o povo é teu —

O povo que não sabe onde é o céu,

E nesta hora em que vai alta a lua

Num plácido e legítimo recorte,

Atira risos naturais à morte,

E cheio de um prazer que mal é seu,

Em canteiros que andam enche a rua.

 

Sê sempre assim, nosso pagão encanto,

Sê sempre assim!

Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim,

Esquece a doutrina e os sermões.

De mal, nem tu nem nós merecíamos tanto.

Foste Fernando de Bulhões,

Foste Frei António —

Isso sim.

Porque demónio

É que foram pregar contigo em santo?

 

por Fernando Pessoa

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publicado às 14:50

Santo António Casamenteiro

por LJCP, em 13.06.15

foto_1_2_grande.png (nasceu a 15/08/1195 em Lisboa, faleceu a 13/06/1231 em Pádua)

 

Santo casamenteiro e padroeiro dos namorados. É igualmente o protector dos feirantes

 

FESTA: 13 de Junho. Comemora-se todo o dia 13.

 

DIA DA SEMANA: terça-feira.

 

CORES: castanho (para pedidos especiais), verde (para pedidos sobre questões financeiras), laranja (para pedidos sobre casamentos).

 

Santo Antônio, o ‘Santo Casamenteiro’, é reverenciado no dia 13 de Junho, e a ele são dedicadas a maioria das simpatias realizadas nesse mês.

 

Sua especialidade: arranjar maridos.

 

Lenda de Santo António:

Duas moças não tinham dinheiro para o dote, e portanto não arranjar marido para casar. Santo Antônio teria jogado um saquinho de moedas pela chaminé das duas moças desamparadas. Este episódio teria dado origem à sua fama de ajudar as moças a  encontrarem marido.

 

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publicado às 00:00

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