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Este blog é uma forma de partilhar convosco livros que já li, que estou lendo, e/ou que gostaria de ler. Postarei poemas e tudo que estiver relacionado com escrita. É dedicado ao prazer da literatura.
Saber amar é
Saber aceitar o outro como ele é
E não como se gostaria que fosse.
Saber amar é
Aprender a escutar empaticamente
Com os ouvidos do coracão e da alma
Descobrimos nas entrelinhas
Aquilo que o outro não quer
Ou não sabe expressar e/ou verbalizar...
Saber amar é
Partilhar dores e alegrias
Com o sorriso do coração
Visível estampado nos lábios...
Saber amar é
Descobrir o valor do outro,
Em cada gesto, cada atitude, cada comportamento
Elogiando-o e acarinhando-o.
É errar muitas vezes
E disso ter consciência e pedir desculpa...
É não cultivar mágoas e ressentimentos
É esquecer ofensas
E, sobretudo,
Aprender a perdoar... sempre!!!
Saber amar é
Apelar ao gratuito da vida
No concreto da existência humana.
Em Doce Amor... Meu Arco-Íris
de Ana Paula Bastos
O amor precisa de ser cultivado
E regado em cada dia
Como se fosse um jardim florido...
Tem que ser regado com a água do perdão
Que é união e fusão
Que é partilha e compreensão
Que é apoio e entrega
Que é carinho e confiança
Que é ombro amigo e muita atenção
Que é equilíbrio afectivo e emocional...
Em Doce Amor... Meu Arco-Íris
de Ana Paula Bastos
Razão e coração
Por vezes não se entendem.
Um diz sim...
O outro não!
O coração sabe o que o faz feliz
Mas a razão diz que não é esta a hora!
O coração diz que é este que ama
Mas a razão diz que não pode ou não deve!
O coração fala com toda a sua sabedoria
Grita alto o seu desejo e a sua vontade...
Mas a razão não o escuta
A maior parte das vezes...
Porque esquece que há razões que o coração tem
Mas que a propria razão desconhece...
E tu?
Qual dos dois costumas escutar mais vezes?
A razão?
Ou o coração?
E hoje?
Por acaso já escutaste o teu coração?
Já ouviste o que tem para te confidenciar
No âmago de ti mesmo?...
Em Doce Amor... Meu Arco-Íris
de Ana Paula Bastos
Não tenhas medo de amar!
Liberta as tuas emoções
E permite que os outros conhecam os teus sentimentos...
Partilha o teu sentir mais profundo!
Deixa o amor sair livremente do teu coração
E não o reprimas
Isolando-te dos outros... do mundo... da vida!
Sai da solidão interior:
Fala com o coração nos lábios
Escuta com os ouvidos da alma
Olha com ternura e carinho
Sorri e espalha o perfume dos afectos
Ri e da sonoras gargalhadas
Repletas de alegria e bem-estar interior...
Ama...
Com todas as tuas forças
E encontrarás a tua felicidade
De tocar a interioridade dos outros.
«Ama... e faz o que quiseres!» (Santo Agostinho)
Em Doce Amor... Meu Arco-Íris
de Ana Paula Bastos
Na ãnsia de amar
Nesta sede infinita de amar
Nesta procura constante do amado...
Muito te procurei sem saber
E longos caminhos percorri
Numa contemplacao beatifica fora do tempo
Ate te encontrar,
Quando me procurava a mim mesma.
Encontro sereno, alegre, puro e verdadeiro
Mergulhado em quereres, desejos e sentimentos
Que inundaram os nossos coracoes
e os nossos corpos por inteiro
Num entusiasmo que se perdeu docemente
Na amorosa dedicacao mutua...
Emocoes dantes esquecidas,
Talvez mesmo nunca sentidas,
Deram lugar a sensacoes novas,
Mergulhadas em desejos que afloraram aos nossos coracoes.
Desejos que nos acalentaram e alegraram por dentro
Aos mesmo tempo que nos encheram
de infinitas e gostosas sensacoes.
Sensacoes de fruto saboroso e sumarento
De paixao ardente, de beijos quentes e amor inebriante...
E nesse amor nos perdemos
E por ele ao tempo voltamos...
Rejuvenescemos!
Este amor que nos arranca sonhos,
Sonhos que um dia buscamos
E nessa busca nos reencontramos...
Em Doce Amor... Meu Arco-Íris
de Ana Paula Bastos
O amor que é Amor
É o mais nobre e mais belo dos afectos
Que cultiva a gratuidade...
A compreensão e a aceitação
Em nobreza e em verdade...
O amor que é o Amor
É um bem de valor incalculável
Que não admite sombras, nem fingimentos
Mas que exige sacrifícios e muita coragem
Que precisa de viver na verdade que se permuta
Acima de tudo e de todos
E que cresce cada dia rumo à eternidade
Na oblatividade incondicional do Amor Divino...
Em Doce Amor... Meu Arco-Íris
de Ana Paula Bastos
Só quando vivemos um amor verdadeiro,
Fruto de um forte enamoramento,
Enquanto verdade desse amor,
Enquanto pacto estabelecido
E ponto firme de confiança recíproca,
É que percebemos, realmente,
O quanto seria triste
Tê-lo deixado passar
Sem dele extrairmos a sua verdadeira essência.
E tudo o que de bom
Ele tem para partilhar.
Em Doce Amor... Meu Arco-Íris
de Ana Paula Bastos
Deseja-me
"- Vou fazer amor contigo - diz. - Devagar e com carinho, durante todo o tempo que aguentarmos."
"- Quero tocar-te - digo-lhe. - Quero provar-te. Quero levar-te ao céu."
"- Quero memorizar-te - diz-me. - Cada linha, cada curva. O teu cheiro, o teu sabor. Quero guardar-te na memória para nunca ficar sem ti."
Um doce amor
É como uma receita de culinária
Em que os vários ingredientes se interligam
De forma equilibrada e gratificante.
Os ingredientes são:
O carinho sincero e dedicado
A ternura gostosa cheia de estima
O abraço que funde empática e amorosamente
O beijo que alimenta a intimidade e aproxima os corações
O toque que dá prazer interior nas carícias partilhadas
A mão que apazigua e dá um profundo bem-estar
A solidariedade, o entendimento e a simpatia...
Num amor sem limites nem fronteiras
Mas que desabrocha a cada dia
E produz frutos a vida inteira
Iluminando caminhos
E aquecendo os corações...
Em Doce Amor... Meu Arco-Íris
de Ana Paula Bastos
Seus olhos não são como o Sol
Tão pouco se comparam ao Céu
Tudo que há se torna ordinário
À sua presença singular
Encanto
À sua presença
A paisagem acanhada
Evanesce
O Mundo é o seu palco
A vida a sua espectadora
Os olhos da eternidade
Convergem para você
Mulher.
de André Viana