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Este blog é uma forma de partilhar convosco livros que já li, que estou lendo, e/ou que gostaria de ler. Postarei poemas e tudo que estiver relacionado com escrita. É dedicado ao prazer da literatura.
Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
A vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
de Natália Correia
Por tudo o que me deste: — Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? E certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco...
Obrigado, obrigado!
Por aquela tão doce e tão breve ilusão.
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!
Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
— Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado...
Sem ironia, amor: — Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!
de Carlos Queiroz (1907-1949)
Eu já aproveitei a campanha da Livraria WOOK
e para não variar, muito, comprei livros em pré-lançamento ![]()
Não estava a contar encontrá-lo já há venda, até porque ando louca de ansiedade a aguardar que saia a "Resignação" de Luís Miguel Rocha, que nunca mais me lembrei dos da Nora.
Mas, claro, que o quarto (4) livro do Quarteto de Noivas, de Nora Roberts, "Felizes Para Sempre", também me vai encher de Alegria
quando o receber.
Livros Adquiridos Hoje ![]()
4 livro do Quarteto de Noivas, de Nora Roberts, "Felizes Para Sempre
"O Primeiro Marido", de Laura Dave
Nunca li nada da Autora, mas fiquei curiosa com o livro, talvez pela idade da personagem principal, uma "menina" de trinta e dois anos
(idade para onde eu caminho
).
E, claro está, por ser um romance, e principalmente, por ser tão direccionado para o casamento, a vida para todo o sempre - juntos ou não. O Amor do Agora ou o do Passado!?
Origem da data
A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro.
A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de Abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de Abril de 1899 nasceu Vladimir Nabokov.
O dia 23 de Abril é também recordado como o dia em que nasceu e morreu o escritor inglês William Shakespeare.
Desta forma, todos os anos, a 23 de Abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
A data tem como objetivo reconhecer a importância e utilidade dos livros, assim como incentivar hábitos de leitura na população.
Serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e desenvolvimento económico, pois os livros são um importante meio de transmissão de cultura e informação, e elemento fundamental no processo educativo.
No Dia Mundial do Livro decorrem várias ações de promoção dos livros e da leitura, organizados por livrarias, associações culturais, escolas, universidades e outras entidades. (http://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-do-livro/)
https://www.facebook.com/bertrandlivreiros
http://momentosdeleitura.blogs.sapo.pt/iniciativa-bertrand-dia-mundial-do-46709
Deixe-se abraçar pela leitura!!!
Come live with me and be my love,
And we will all the pleasures prove
That valleys, groves, hills, and fields,
Woods or steepy mountain yields.
And we will sit upon the rocks,
Seeing the shepherds feed their flocks,
By shallow rivers to whose falls
Melodious birds sing madrigals.
And I will make thee beds of roses
And a thousand fragrant posies,
A cap of flowers, and a kirtle
Embroidered all with leaves of myrtle;
A gown made of the finest wool
Which from our pretty lambs we pull;
Fair lined slippers for the cold,
With buckles of the purest gold;
A belt of straw and ivy buds,
With coral clasps and amber studs:
And if these pleasures may thee move,
Come live with me and be my love.
The shepherds' swains shall dance and sing
For thy delight each May morning:
If these delights thy mind may move,
Then live with me and be my love.
by Christopher Marlowe
Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue. Acalma-o com teu beijo,
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!
Fora, repouse em paz
Dormindo em calmo sono a calma natureza,
Ou se debata, das tormentas presa,
Beija inda mais!
E, enquanto o brando calor
Sinto em meu peito de teu seio,
Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
Com o mesmo ardente amor!
...
Diz tua boca: "Vem!"
Inda mais! diz a minha, a soluçar... Exclama
Todo o meu corpo que o teu corpo chama:
"Morde também!"
Ai! morde! que doce é a dor
Que me entra as carnes, e as tortura!
Beija mais! morde mais! que eu morra de ventura,
Morto por teu amor!
Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue: acalma-o com teu beijo!
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!
de Castro Alves
http://cseabra.utopia.com.br/poesia/poesias/0109.html
Feliz Dia Internacional do Beijo ![]()
Dá-me a tua mão.
Deixa que a minha solidão
prolongue mais a tua
— para aqui os dois de mãos dadas
nas noites estreladas,
a ver os fantasmas a dançar na lua.
Dá-me a tua mão, companheira,
até o Abismo da Ternura Derradeira.
de José Gomes Ferreira (1900-1985)
Preciso de um colo que
Me acolha com ternura
Me aceite e compreenda
Me acarinhe e acaricie
Me abrace apertado
Me olhe nos olhos, me chame de
«Minha Querida!»...
«Meu Amor!»...
E me faça sentir «desejada» e «amada».
Preciso de um colo que
Escute as minhas tristezas
Limpe as minhas lágrimas
Faça brotar as mais belas emoções afectivas
E dê sentido à minha vida de todos os dias...
Em Doce Amor... Meu Arco-Íris
de Ana Paula Bastos
Doces Aromas
DESARTHE, AGNÉS
Ano da Edição / Impressão / 2007
https://www.leyaonline.com/pt/livros/romance/doces-aromas/
http://www.wook.pt/ficha/doces-aromas/a/id/2552153
http://momentosdeleitura.blogs.sapo.pt/bolo-literario-35042
Sinopse
Para os apreciadores de Chocolate, de Joanne Harris, e de Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel, Doces Aromas reserva os sabores e os odores imprescindíveis ao romance... e a uma boa mesa. Myriam é uma alma errante. Uma mulher contraditória cujo passado esconde memórias dolorosas e segredos inconfessáveis. Ela não faz a mínima ideia de como se gere um negócio quando decide abrir um restaurante num bairro calmo de Paris, mas, armada apenas com o seu amor pela culinária, está decidida a tentar. Inspirada pelos aromas e sabores de Paris, Myriam aposta tudo nesta nova aventura. Mal conseguindo pagar a renda, dorme às escondidas na sala de jantar enquanto tenta lidar com as recordações do passado e os sonhos que acalenta para o futuro. Mas, pouco a pouco, os seus pratos deliciosos atraem os vizinhos e Myriam apercebe-se de que pode ter-lhe sido dada uma segunda oportunidade na vida e no amor.
Exertos:
"«O que me causou mais prazer foi a passagem em que escreves que ainda somos jovens e saberemos organizar a nossa vida pessoal. Ah, meu grande amor, como desejoque cumpras esta promessa!...
Um pequeno lar só para nós, os nossos móveis, a nossa biblioteca; um trabalho calmo e regular, passeios a dois, de vez em quando a ópera, um círculo de amigos restrito que poderemos convidar para jantar, todos os anos no Verão, um mês no campo, sem trabalhar!... (E porventura também, um pequeno, um pequenino bebé?? Poderemos um dia? Algum dia?...)
..."Pergunto-me como poderei algum dia voltar a apaixonar-me. E alguém apaixonar-se por mim. Será possível fazer amor com as mãos calejadas como pés? Será possível fazer amor com uma profunda ruga que desce de um só lado do rosto, como uma cicatriz, da narina até ao queixo?"...
"- O amor - prossegue ele - nunca se esgota. Transforma-se, mas não se esgota.
- Em que se transforma?
- Em tudo e mais alguma coisa. Em ódio, muitas vezes. Em frieza. Em amizade..."
"- Também há dia na noite - responde-me ele.
(...)
- E o que isso significa?
- Significa que uma relação entre um homem e uma mulher é como um firmamento. Ora azul, ora escuro, às vezes nublado, mesmo chuvoso, pouco importa, é sempre o mesmo e único firmamento. O ódio experimentado em relação a uma pessoa que amámos não tem nada em comum com os outros ódios. É alimentado pelo antigo amor."
Um pouco sobre a autora:
Agnès Desarthe nasceu em Paris, em 1966. Para ela o francês é como uma língua estrangeira, já que em casa falava árabe, russo e iídiche. Começou como tradutora e escreveu depois livros para crianças e adolescentes, romances, canções, argumentos e peças de teatro. Vencedora do Prémio Livre Inter em 1996 com Un secret sans importance, Agnès Desarthe viu o seu livro Doces Aromas ser nomeado para o Prémio Renaudot em 2006.